"Às 12h06 de Lisboa, as partículas postas a circular ao início da manhã no Large Hadron Collider (LHC), como se chama o acelerador, puderam finalmente colidir a energias elevadas. "Fizemos três tentativas. Agora estamos em colisão", anunciava Steve Myers, director de aceleradores e tecnologia do CERN. "Estamos todos muito emocionados e felizes."
(...)
O acelerador foi inaugurado em Setembro de 2008 com festa: afinal, esta máquina única estava em construção há nove anos e em preparação há quase duas décadas. Era um grande momento na história de mais de 50 anos do CERN, recheada de muitas descobertas, e onde, além dos 2500 cientistas que ali trabalham, 6500 usam as suas instalações. Porém, poucos dias depois teve uma avaria eléctrica e a entrada em funcionamento foi sendo adiada por sucessivos problemas - até que, a 20 de Novembro, foram injectadas as primeiras partículas. Nesse mês, deram-se as primeiras colisões.

A energia das colisões foi sendo aumentada, o acelerador foi sendo calibrado e a 19 de Março atingiu-se um recorde de energia: sete teraelectrões-volt (TeV, ou sete biliões de electrões-volt), com cada feixe de protões a ter 3,5 TeV. Esta energia é metade da potencialidade final da máquina.

E ontem chegou um grande momento: pôr em colisão os dois feixes de protões a sete TeV no total, para que o maior acelerador do planeta possa entrar numa nova fase, começando por fim a fazer física e deixando para trás os percalços e calibrações. "

Após vinte anos de trabalho, começa-se a fazer História no CERN.
A notícia completa (bastante elucidativa sobre a experiência em curso) pode ser lida aqui.

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